quinta-feira, 17 de março de 2016

Terceirizar vs CLT - As oportunidades surgem nos momentos de crise.

CLT está deixando a minha empresa mais chata

Edição: 03/2016
Primeiro, gostaria de deixar claro que não sou contador, nem advogado trabalhista, sou apenas um empreendedor que, vira e mexe, se depara com algumas incongruências relativas a nossa “querida” CLT.

Abri minha primeira empresa com 20 anos, dentro de uma incubadora no CEFET em Curitiba, no Paraná. O legal de uma incubadora é que, quando você não tem dinheiro algum, uma mesa, computador e alguns professores para te ajudar são coisas fantásticas. O ponto que acabei aprendendo na sequência é que uma incubadora em uma universidade técnica te ajuda com assuntos técnicos, este assunto de administração, marketing, contabilidade, tudo isso a gente aprende depois que sai de lá.

Bom, depois que sai da incubadora eu, meus sócios e 3 colaboradores fomos viver a vida real, contratamos um escritório contábil super “baratinho” – acho que uns R$ 50,00 por mês, na época um ótimo negócio. Este contador nos passava algumas guias para pagar, pagávamos e a vida seguia. Depois de uns 3 anos, acabei tendo mais tempo para a área administrativa e comecei a notar que o pagamento que fazíamos referente a impostos e encargos não estavam muito corretos. Resumo: acabei trocando de contador e ficando os 3 anos seguintes sem praticamente ter lucro, só pagando os erros dos 3 anos anteriores.

Deste dia em diante, eu prometi a mim mesmo que ia prestar mais atenção sobre quais são as obrigações legais de minha empresa e iria trabalhar o mais correto possível. Adoro falar isso, pois, quando um colaborador que trabalha comigo ler um artigo como este, tenho certeza que ele se sentirá respeitado por essa decisão de seguirmos a lei, mesmo que as vezes isso não o beneficie diretamente.

Neste artigo sobre CLT não vou criticá-la, pois acredito que ela seja necessária para garantir o mínimo de segurança aos trabalhadores, afinal, tem cada empresa por ai que é dureza. O maior problema que eu sentia quando tinha 3, depois 5 e mais tarde 10 profissionais trabalhando comigo era a concorrência desleal. O problema não era pagar 2 vezes o salário dos profissionais, o duro é que a maioria dos nossos concorrentes não pagavam isso, o que tornava nosso preço mais elevado e o trabalho para vender muito mais complexo. O interessante dessa história é que, mesmo com isso, nossa empresa continuou crescendo, contratando mais colaboradores e continuando totalmente dentro da lei. Hoje, olhando para trás, entendo que a empresa seguir as regras trás colaboradores melhores, que te ajudam no crescimento, que com isso consegue manter as regras e o ciclo se completa.

Hoje, já em outra empresa, com mais de 100 colaboradores, não tive dúvidas sobre continuar seguindo piamente a CLT. O problema é que, à medida que nossa empresa vai evoluindo e buscando práticas mais modernas de gestão, confesso que seguir a lei está sendo muito chato. Agora, o problema da CLT não está no custo, não esta na concorrência, o problema está em evoluir na flexibilidade que as novas gerações de profissionais estão procurando. Vou citar alguns exemplos.

O PROBLEMA DA CLT NÃO ESTÁ NO CUSTO, NÃO ESTA NA CONCORRÊNCIA, O PROBLEMA ESTÁ EM EVOLUIR NA FLEXIBILIDADE QUE AS NOVAS GERAÇÕES DE PROFISSIONAIS ESTÃO PROCURANDO.

Quando estruturamos os salários e benefícios de nossos colaboradores, me avisaram para descontar um percentual sobre o Vale Transporte e o Vale Refeição. Minha primeira resposta foi: “não precisa, vamos utilizar o não desconto também como um benefício”. Mas depois de alguns minutos conversando com nossa contabilidade tive que me render e descontar um valor simbólico.
Outro fator que não consegui entender ainda é em relação as férias. Acredito que as férias de 30 dias diretos ou 20 dias com 10 comprados não sejam as melhores opções para todos. Eu, por exemplo, adoro tirar 4 semanas separadas durante o ano, mas infelizmente nossa CLT não permite, ou seja, o desejo do colaborador nesse caso não vale nada.

Quer ver outro ponto onde o desejo do colaborador também não vale muito? Horas de trabalho. Hoje, existem empresas que trabalham com metas e o legal delas é que o colaborador pode crescer muito rápido. Chamamos isso de meritocracia. Acontece que os colaboradores só podem trabalhar 2h a mais do que as 8h permitidas. Para algumas pessoas que estão lendo este artigo talvez soe estranho, mas trabalhar 10h por dia não é muito para quem tem “sangue nos olhos”. A maioria dos empreendedores que estão lendo este artigo, garanto, trabalham 12h, 14h ou até 16h todos os dias. Mas seu colaborador não pode. Por mais que ele queira, você precisa pedir para ele ir embora.

Minha maior indignação atual com a CLT não esta mais em relação ao custo ou burocracia. Hoje, o que mais me irrita é a limitação que a CLT às vezes nos impõe e que dificultam como agir, no dia a dia, com nossa equipe. Conheci várias empresas que praticamente aboliram o uso da CLT, simplesmente por acreditarem que era um limitador da felicidade geral da equipe e com isso um limitador do crescimento da empresa. Será que a competição entre as empresas continuará sendo as que seguem a lei versus as que não seguem? Só que, agora, as que não seguem são onde os colaboradores preferem trabalhar, pois são mais flexíveis, rentáveis e divertidas…

Fonte: Endeavour

quarta-feira, 16 de março de 2016

24 horas tem se tornado pouco pra você ?



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sexta-feira, 11 de março de 2016

eSocial - Como demitir

Funcionalidade de desligamento já está disponível no e-social:
- Para demissões ocorridas a partir de 08/03/2016:
O empregador deverá registrar o desligamento, imprimir o termo de rescisão/quitação e o DAE rescisório com os valores do FGTS. O pagamento da Contribuição Previdenciária (INSS) e do IRRF será cobrado no DAE mensal gerado no fechamento da folha de pagamento dessa competência.
- Demissões ocorridas entre os dias 01/10/2015 e 07/03/2016: 
O empregador deverá acessar a opção de desligamento e informar o "Motivo" e a "Data do Desligamento”. 
Não será emitido DAE rescisório nesses casos, considerando que o pagamento do FGTS desses desligamentos deveria ter ocorrido via GRRFWEB, disponível no site da CAIXA. 
Após o desligamento no eSocial, esse trabalhador não aparecerá nas folhas de pagamentos mensais que serão encerradas após o registro.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Conheça o eSocial

Conheça o eSocial

O eSocial é um projeto do governo federal que vai unificar o envio de informações pelo empregador em relação aos seus empregados.
Desde 01/10/2015, está disponível a ferramenta que possibilitará o recolhimento unificado dos tributos e do FGTS para os empregadores domésticos: Módulo Empregador Doméstico. A ferramenta surge para viabilizar a determinação dada pelo texto da Lei Complementar 150, publicada no dia 02/06/2015, que instituiu o SIMPLES DOMÉSTICO com as seguintes responsabilidades que serão recolhidas em guia única:
  • Imposto sobre a Renda Pessoa Física, se incidente - Trabalhador;
  • 8% a 11% de contribuição previdenciária - Trabalhador;
  • 8% de contribuição patronal previdenciária - Empregador;
  • 0,8% de seguro contra acidentes do trabalho - Empregador;
  • 8% de FGTS - Empregador;
  • 3,2% de indenização compensatória (Multa FGTS) - Empregador.
Para evitar problemas na hora de efetivar o registro do seu trabalhador, o empregador poderá utilizar a ferramenta de Consulta Qualificação Cadastral para identificar possíveis divergências associadas ao nome, data de nascimento, Cadastro de Pessoa Física - CPF e o Número de Identificação Social - NIS (PIS/PASEP/NIT/SUS) de seus empregados domésticos. Ao informar os dados citados, o sistema indicará onde há divergência e orientará sobre o procedimento para acerto.
Em 01/10/2015 serão disponibilizadas as opções de cadastramento do empregador, empregado e afastamentos. A partir do dia 26/10/2015 o empregador poderá gerar sua folha de pagamento, efetuar demissões e gerar a guia única que consolida os recolhimentos tributários e de FGTS. Ressalta-se que para a competência de outubro de 2015 o recolhimento deverá ocorrer até o dia 06/11/2015.
Nas rescisões do contrato de trabalho ocorridas até dia 31/10/2015, o empregador deverá utilizar guia específica (GRRF WEB) disponibilizada pela Caixa Econômica Federal para recolhimento de todos os valores rescisórios do FGTS, conforme vencimento legal. Os tributos relacionados ao desligamento serão gerados diretamente pelo eSocial, através da guia única DAE (Documento de Arrecadação do eSocial), gerada no fechamento da folha, com vencimento no dia 06/11/2015.
Maiores informações sobre as funcionalidades do eSocial poderão ser consultados no Manual do eSocial - Empregador Doméstico.
O projeto eSocial é uma ação conjunta dos seguintes órgãos e entidades do governo federal: Caixa Econômica Federal, Instituto Nacional do Seguro Social – INSS, Ministério da Previdência – MPS, Ministério do Trabalho e Emprego – MTE, Secretaria da Receita Federal do Brasil – RFB. O Ministério do Planejamento também participa do projeto, promovendo assessoria aos demais entes na equalização dos diversos interesses de cada órgão e gerenciando a condução do projeto, através de sua Oficina de Projetos.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Consultoria trabalhista para Empregadores Domésticos

Estamos incluindo um novo serviço direcionado aos empregadores domésticos 
  • Serviço de Departamento Pessoal para o Empregador Doméstico;
  • Suporte na regularização de empregados domésticos;
  • Elaboração do contrato de trabalho de empregados domésticos, de acordo com a legislação vigente;
  • Auxilio no calculo de horas extras e administração de banco de horas;
  • Recolhimento dos impostos vigentes, exigidos por lei tais como FGTS, IRRF, INSS e outros;
  • Emissão de recibos de salário, vale transporte e folha de ponto para o controle de horas extras.
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Nilda Balieira
Assistente Virtual
nbalieira@hotmail.com
http://status-assistentevirtual.blogspot.com.br


segunda-feira, 28 de julho de 2014

Hoje é dia de Home Office

Mais empresas concedem aos funcionários a alternativa de trabalhar de casa ao menos uma vez por semana


RIO - Sexta-feira à tarde, e a analista de mídias digitais Fernanda Saudino está em casa. Não se trata de uma folga eventual, mas de uma alternativa da qual pode dispor toda semana. Fernanda é funcionária da agência de marketing digital HQT (Hola Que Tal), que resolveu implementar o home office às segundas e sextas, integrando, assim, parte de um grupo crescente de empresas que começa a aderir ao trabalho remoto.
Na HQT, a medida foi motivada pelo trânsito caótico do Rio: especialmente na sexta, muitos funcionários perdiam horas no trânsito para chegar à empresa, em Ipanema.
— Esse benefício foi uma das coisas que me fez querer trabalhar na agência — conta Fernanda, que está na HQT desde novembro do ano passado e diz que muitos amigos sentem inveja quando sabem de seu esquema de trabalho flexível. — Todo mundo fica querendo trabalhar aqui também, porque é uma coisa rara de acontecer no mercado.

WHATSAPP E SKYPE NO DIA A DIA
Como atua com marketing digital, Fernanda precisa apenas do laptop e do celular para desenvolver o seu trabalho. Aplicativos como Whatsapp, Gtalk, Skype e grupos do Facebook são muito usados por ela e pelo restante da equipe.
— Os funcionários conversam entre si o dia inteiro, mesmo quando estão trabalhando de casa — diz Fernanda, explicando que as reuniões presenciais com clientes não são descartadas. — Mas se uma reunião é marcada em dia de home office, vamos para o encontro e depois voltamos para casa.
Como é de Vitória, no Espírito Santo, a analista aproveita para ficar mais tempo com a família nos fins de semana em que vai visitá-la. O ganho é o mesmo para Jacqueline Silveira, especialista de certificação de produto da Michelin: o home office permite que ela ganhe tempo ao lado do filho, de 13 anos. A empresa lançou o programa no início do ano, depois de fazer um projeto piloto em setembro de 2013.
— A empresa identificou em 2012, por meio de uma pesquisa que realizou com seus funcionários, que a possibilidade de trabalhar em casa era a primeira demanda para a melhoria da qualidade de vida — explica Priscilla Zanatelli, gerente de Política de Diversidade e Qualidade de Vida da Michelin América do Sul, acrescentando que o “Home office” está inserido no âmbito de um programa mundial de RH da Michelin, o “Ir Mais Longe Juntos”, cuja proposta é melhor equilibrar a vida profissional e pessoal dos colaboradores.

DIA ACORDADO COM O GESTOR
O dia em que o profissional vai trabalhar de casa não é fixo e pode ser acordado entre o funcionário e seu gestor. Jacqueline Silveira procura escolher o dia em que não vai ter nenhuma reunião importante.
— Tento fazer com que minha rotina de home office seja a mais similar possível à da empresa. Deixo todo o material e documentos que venham a ser necessários à mão e fico disponível no chat interno da empresa e no celular corporativo — explica Jacqueline.
Na IBM, desde 2007 já existe uma política global de adoção do home office em tempo integral e também de semana comprimida — quando o funcionário trabalha mais horas por semana durante quatro dias e sai mais cedo no quinto.
— A modalidade home office é uma opção de flexibilidade que serve não só para atração, mas para retenção de talentos também. Sabemos de casos de funcionários que receberam propostas externas e optaram por ficar na IBM porque acreditam que a flexibilidade faz toda a diferença — afirma Adriana Ferreira, líder de programas de diversidade da IBM Brasil.
Na companhia, existem dois caminhos possíveis para se aderir ao trabalho remoto: por demanda do funcionário ou da própria empresa.
— Essa é uma decisão que deve ser tomada em conjunto entre o funcionário e a empresa. Profissionais recém-contratados talvez não sejam os mais indicados para trabalhar em home office, pois ele precisa se inserir mais na cultura da empresa. Também é importante o profissional avaliar se ele vai trabalhar bem de forma isolada ou se, de fato, prefere estar em contato com os colegas — destaca Adriana, da IBM.
Para Jacqueline, da Michelin, conversar com a família também é fundamental para que o trabalho em casa funcione:
— A família precisa compreender e ajudar a fazer com que seja criado um ambiente de trabalho em casa.


quarta-feira, 9 de abril de 2014

Home offices e família, uma relação possível

RIO — Trabalhar em casa é uma boa opção para empreendedores iniciantes e com poucos recursos para investir no novo negócio. Economia e flexibilidade são as principais motivações, mas há uma série de cuidados que o empresário precisa tomar para não misturar a vida pessoal com a profissional, principalmente quando a casa tem outros moradores. Não basta montar um home office bem equipado, é preciso que todos entendam que naquela casa funciona também um escritório.
Segundo Marina Sell Brik e André Brik, especialistas em home office, antes de planejar o espaço de trabalho, o empresário deve conversar com as pessoas que moram e frequentam a casa (companheiros, pais, filhos e diaristas) e propor uma mudança de comportamento a todos. As crianças tendem a demorar um pouco mais para entender que ter o pai ou a mãe em casa não é sinônimo de brincadeira full time:
 O ideal é que haja um local de trabalho bem definido e o mais isolado possível da rotina da família, mas, ainda assim, é importante haver diálogo com os filhos para que eles saibam quando os pais estão trabalhando — explica Marina, que dá consultoria a famílias de trabalhadores em home office.
Os adultos também precisam entrar no clima. Gritaria e algazarra não passam credibilidade e têm que ser evitadas principalmente em horário comercial. Não pega nada bem o jovem empreendedor ser chamado a atenção porque deixou a toalha molhada em cima da cama bem na hora que estava com o cliente ao telefone.
A jornalista Manoela Cesar escreve o blog de casamento Colher de Chá Noivas e, há quatro anos, trabalha de casa. Para ela, uma das maiores dificuldades é conscientizar os familiares que não moram com ela:
— A família tende a achar que, por você estar em casa, está sempre disponível. Com o tempo, consegui dar um limite e reservar o horário comercial para as atividades do blog.
Outra mudança importante está no uso do computador. Todo cuidado com o equipamento da empresa é pouco. Home offices não têm um setorhelp desk disponível para resolver os problemas tecnológicos. É aconselhável que a empresa tenha um computador exclusivo, para garantir a segurança de informações do negócio. Caso a família só tenha um computador, é preciso que todos parem de baixar arquivos e programas que não sejam confiáveis. O empresário deve, inclusive, instalar ferramentas de bloqueio que exijam senha para downloads e instalação de softwares.
Por mais que a participação de todos seja imprescindível para o sucesso da empresa, a responsabilidade maior é do empresário. Alguns cuidados podem evitar excessos que prejudicam o rendimento do trabalhador.
— Não é porque você está em casa que pode trabalhar sem parar. As pausas para um café e para arejar a cabeça aumentam a produtividade — alerta Marina, acrescentando que outro erro comum de quem trabalha onde mora é achar que pode pular da cama de manhã direto para o escritório. — Não dá para trabalhar de pijama. O descuido com a aparência prejudica o desempenho e reduz a autoestima.
A tradutora Fabiana Baruqui trabalha em casa há oito anos e garante que a disciplina é a fórmula para o sucesso:
— Já trabalhei em empresa e descobri que não nasci para isso, adoro a flexibilidade e o estilo de vida mais saudável que o home office me dá, mas, para tirar proveito disso, preciso ter autocontrole. Faço questão de delimitar bem minhas horas de descanso e de tradução. Não termino meu trabalho à noite e vou direto para cama. Por mais tarde que seja, preciso ler um livro e fazer qualquer outra atividade antes de dormir.



 

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Regras básicas para não dar vexame na reunião virtual

Consultora de imagem dá dicas de etiquetas a serem seguidas pelo profissional durante uma videoconferência

(fonte O GLOBO publicado em


Vídeoconferência: profissional deve seguir algumas regras de etiqueta na hora do bate-papo virtual
Foto: Arquivo/O Globo

Videoconferência: profissional deve seguir algumas regras de etiqueta na hora do bate-papo virtual Arquivo/O Globo
RIO - Entre as muitas facilidades proporcionadas pela tecnologia no mundo corporativo está a videoconferência. E são muitas as empresas que adotam a reunião virtual no seu dia a dia, fazendo com que seus funcionários economizem tempo e, consequentemente, produzam mais. Embora fique mais à vontade, o profissional precisa lembrar que o contato virtual é tão “ao vivo” quanto aquele em que estamos cara a cara com o interlocutor. Por isso, o cuidado com a aparência é fundamental, e o profissional deve preparar uma pauta e o material a ser usado durante a reunião.

Segundo Marcele Goes, consultora de imagem pessoal e corporativa e membro da Associação Internacional de Consultoria de Imagem (AICI), apesar de não ser uma obrigação usar o vídeo, a comunicação virtual é uma ferramenta que deixa a relação igualmente próxima e eficiente. Por isso, é tão recomendado que o profissional esteja preparado para participar das discussões e ter uma boa aparência.

Se você não está acostumado a participar de conferências virtuais e não sabe a melhor forma de agir frente às câmeras, preste atenção nas dicas preparadas pela consultora de imagem:

Prepare o material a ser usado na reunião com antecedência — Para facilitar a compreensão e o acompanhamento das ideias, prepare e envie antes do encontro uma pauta a ser seguida. Caso seja necessário apresentar relatórios, arquivos ou fotos, é indicado mandar antes e confirmar o recebimento, para otimizar o tempo da reunião.

Organize o ambiente — O fundo que vai aparecer na câmera deve ser neutro ou corporativo. Ou seja, pode conter livros, deixar a cortina fechada ou somente a parede. Se o formato é home office e o computador fica na sala ou no quarto, vale a pena reorganizar o espaço para colocar o aparelho em um cenário melhor.

Atenção ao vestuário — Coloque uma blusa ou camisa de acordo e arrume os cabelos. As mulheres podem fazer uma maquiagem suave, já que o impacto causado pela imagem não deixa de existir pelo fato de a reunião ser virtual.

Seja pontual — Esteja on-line e disponível para ser chamado cinco minutos antes do horário combinado, para garantir que a reunião comece pontualmente.

Cuidado com a distração — Nunca fique olhando sites, e-mails ou arquivos não relacionados à reunião para não perder o foco. Para fugir da tentação, a dica é deixar tudo fechado.

Home-office — Se trabalha de casa e a tendência é ter muitas reuniões virtuais, vale a pena investir em uma internet com grande capacidade de transmissão de dados. É um investimento necessário para se prevenir de transtornos como conexões instáveis ou arquivos não enviados.

Silêncio é fundamental — Ainda se o formato for home-office, fique sozinho no ambiente e peça para os membros da família não interromperem. O cuidado deve ser redobrado se você tiver uma animal de estimação. O latido de um cão, por exemplo, pode atrapalhar, e muito! Coloque o celular no modo silencioso e o telefone fixo da casa longe do espaço de trabalho.